Descobre aqui todos os contos, desabafos e poemas da personagem 3, encarnação da criança no Tempo do escritor português ALA.
Um relacionamento não é feito só de romance. É, também ele, caracterizado por maus dias, discussões, momentos difíceis, superados normalmente graças ao companheirismo e compreensão:
- “Um sonho sonhado”
Antes mesmo de a conhecer, o narrador já a vislumbra em sonhos: uma presença difusa, feita de imagens e sensações, que lhe anuncia a possibilidade de um amor maior. É o prenúncio onírico, onde ele treina o coração para o encontro que está por vir. - “Não faz sentido mas faz”
Quando finalmente se aproximam, tudo parece improvável: diferenças de carácter, receios antigos, dúvidas sobre o próprio merecimento. Ainda assim, há um magnetismo inexplicável: não faz sentido, mas faz, e esse paradoxo é o primeiro sinal de que ela pode ser “aquela” — a pessoa que dá sentido a toda incerteza. - “A discussão”
Como em qualquer relação profunda, surge “a fase menos boa”: desentendimentos que escancaram feridas, mal-entendidos que testam a confiança. Aqui, a discussão é o choque necessário para que ambos percebam os valores e os limites do outro — um desafio crítico que, superado, fortalece a ligação. - “Sempre”
Superado o atrito, chega a convicção de permanência. “Sempre” não é apenas uma palavra, mas um juramento tácito: nos gestos de cuidado diário, na paciência das rotinas, na promessa silenciosa de estar ali para o outro até ao fim dos dias. - “Amar até ao último suspiro”
Este texto compila e encerra a história: o narrador olha para trás e contempla toda a trajetória — o sonho, o caos, o recomeço e a certeza — e afirma o compromisso absoluto: amar “até ao último suspiro”. É o testamento emocional, a consagração de um amor que nasceu em imaginação e se confirmou em cada prova.
